Polêmica

É NOTÍCIA: Silvestre “Pelé” traído pelo presidente lobitanga após permanência na 1.ª divisão

air jordan 2 cement grey Sean O'Malley Reacts To Tony Ferguson's DUI Arrest: "What Are We Doing Here?" – Sports Illustrated MMA News, Analysis and More Ficou o dito por não dito, José Silvestre “Pelé” foi, ontem, informado que não está nos planos da direcção da Académica do Lobito para a próxima época 2022-23, segundo apurou a redacção do Bola Em Campo, nas terras das acácias rubras de fonte oficial. Silvestre Pelé, que chegou aos académicos em janeiro, na altura da sua apresentação o Presidente da Académica do Lobito, José Luís Borges, havia prometido a permanência do técnico na equipa, caso garantisse a manutenção da equipa no Girabola 2022-23, que não cumpriu com as suas promessas feitas ao treinador. Assim sendo, a direcção da Académica e o técnico rescindiram, de forma amigável, o vínculo contratual, na passada segunda-feira, 31 de Maio, na província de Benguela, após a disputa da 30.ª jornada do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão, Girabola’2021/22. Na edição recém-terminada do Girabola 2021-22, a Académica do Lobito classificou-se na oitava posição da tabela geral, com 40 pontos. Em 30 jogos, a equipa do Lobito somou dez vitórias e empatou igual número de desafios, tendo registado dez derrotas, apontado 38 golos e sofrido 31 na competição. Quando foi contratado pela direcção, liderada por José Luís Borges, a equipa encontrava-se no 11.º lugar do Girabola, com 16 pontos. Na altura, em quinze jogos havia somado quatro triunfos, igual número de empates e sete derrotas. Antes air jordan 4 thunder 2023 do regresso ao conjunto do Lobito, Silvestre “Pelé” orientou a Selecção Nacional Sub-20, depois foi técnico assistente do treinador Pedro Gonçalves nos Palancas Negras.

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É NOTÍCIA: FAF alerta quem não ir a jogo amanhã será penalizado

Em função da decisão dos clubes de colocar em causa a disputa da 30ª e última jornada do Girabola 2021-22, o órgão reitor do futebol angolano refere que vai penalizar com falta de comparência as equipas que se escusarem jogar a 30ª e última jornada do Girabola 2021-22, que encerra nesta quinta-feira, 25, em todo país. Em declarações à ANGOP, ontem, terça-feira, 24, na sequência da decisão dos clubes de não disputarem a derradeira ronda sem o pagamento da verba prometida, o vice-presidente do órgão reitor, José Carlos, afirmou que não haverá adiamento. Explicou que, por ser a última jornada do campeonato, a ausência é penalizada com a desqualificação. «A FAF não tem nada acordado com quem quer que seja, tem sim um acordo com o consórcio», disse, referindo-se ao grupo de três empresas Sonangol, Sodiam e Endiama Sean O'Malley Reacts To Tony Ferguson's DUI Arrest: "What Are We Doing Here?" - Sports Illustrated MMA News, Analysis and More, criado para minimizar os custos das equipas concorrentes na prova Nike Air Jordan 1 Low Shadow Toe EU 45 US 11 NEU & OVP nacional. Adiantou, contudo, que parte da primeira tranche começou a ser depositada nas contas bancárias dos clubes desde a última segunda-feira, sem avançar mais pormenores. Recorde-se, a primeira parte do valor a ser atribuído por clube pelo consórcio na presente temporada estima-se em 21 milhões de Kwanzas, que deviam ser entregues em Abril passado. É a segunda vez que a FAF vê-se confrontada com uma situação que pode levar a interrupção do Girabola2021-22. Em Março, o órgão reitor foi obrigado a suspender o evento, temporariamente, devido a um anúncio de greve por parte dos árbitros, a partir da 24ª jornada, por falta de pagamento, assunto resolvido pelo consórcio em 50 por cento. Na altura, falava-se em uma dívida de 150 milhões de Kwanzas, relativos a prémios de jogos, transporte, alojamento e alimentação. O Girabola é liderado pelo virtual campeão Petro de Luanda, com 74 pontos, secundado pelo Sagrada Esperança, com 60. O 1º de Agosto ocupa a terceira posição, com 58 pts. Estão já desqualifcados, o Progresso Sambizanga, Kabuscorp do Palanca e Sporting de Benguela. Jogos da 30ª jornada Interclube- Petro de Luanda, 22 de Junho (15h)Cuando Cubango-Sporting de Benguela, Eucaliptos (15h)1º de Agosto-Sagrada Esperança, estádio 11 de Novembro (15h)Desportivo da Lunda Sul-Sporting de Cabinda, Mangueiras (15h)Kabuscorp do Palanca- Progresso do Sambizanga, estádio dos Coqueiros (15h)Recreativo do Libolo- FC Bravos dos Maquis,Libolo (15h)Recreativo da Caála – Académica do Lobito,Caála (15h)Desportivo da Huíla- Wiliete de Benguela, Tundavala (15h). Fonte: ANGOP

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É NOTÍCIA: Bobó deixa militares e pode ser confirmado no AS Berkane do Marrocos

Depois de cinco épocas ao serviço do 1º de Agosto, Bobó Ugenda, internacional congolês democrático, está de saída do conjunto militar. O defesa central já se despediu dos colegas e terá solicitado à direcção do clube rubro e negra para falhar os três jogos que faltam para o término do Girabola 2021-22. A informação sobre a sua saída do clube 1°de Agosto é avançada pelo único jornal periódico do país (JA), na sua edição desta sexta-feira, 13. Sobre o assunto, a redacção deste site www.bolaemcampo.ao procurou saber de fontes ligadas ao jogador sobre o seu próximo destino, e pelo que apuramos, é de que Bobó Ugenda, de 32 anos de idade, pode estar a caminho do futebol magrebino, já que existem convites na Tunísia, Marrocos e Líbia. Assim sendo, fala-se num provável interesse do AS Berkane do Marrocos, treinado pelo seu compatriota Florent Ibenge. Bobó Ugenda conquistou, pela formação do 1º de Agosto, vários troféus nacional com destaque para 4 Girabola, sendo que o ponto mais alto foi a chegada da equipa militar às meias-finais da Liga dos Clubes de África, na época 2017-18, sob comando do sérvio Zoran Maki. Bobó Ugenda chegou ao futebol angolano por via do Kabuscorp do Palanca, na altura orientado por Miller Gomes.

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É NOTÍCIA: Médio desejado nos palancas negras alvo de insultos no Bessa

Após a visita ao Boavista, clube que Rochinha representou antes de ingressar no conjunto vimaranense, o jogador queixou-se de ter sido alvo de ofensas que mencionavam a sua mãe, a qual morreu vítima de cancro em 2019. O Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) condenou “veementemente” alegados insultos de adeptos do Boavista ao jogador do Vitória de Guimarães Rochinha, na sexta-feira passada, no jogo da 33.ª jornada da Liga Bwin. Entretanto, a irmã do luso-angolano Rochinha pronuncia-se e pede respeito: «Já ultrapassa a barreira desportiva», disse. O médio vitamarense também falou sobre o assunto que agita a imprensa portuguesa «Pela terceira vez, ouço cânticos a festejar a morte da minha mãe», disse o jogador. Em comunicado, a organização de defesa dos direitos dos futebolistas anunciou ter pedido «uma reunião ao novo secretário de Estado da Juventude e do Desporto, em que abordará, entre outros temas, a violência e aumento do discurso de ódio e ataques sobre os praticantes desportivos, dentro e fora dos recintos desportivos». «O SJ condena, veementemente, mais um lamentável episódio relacionado com ofensas a profissionais de futebol, desta feita ao jogador Rochinha, capitão do Vitória Sport Clube, e à memória da sua mãe», lê-se ainda.Após a visita ao Boavista, clube que Rochinha representou antes de ingressar no conjunto vimaranense, o jogador queixou-se de ter sido alvo de ofensas que mencionavam a sua mãe, a qual morreu vítima de cancro em 2019. O encontro de sexta-feira, que abriu a 33.ª e penúltima jornada, terminou air jordan 2 cement grey empatado 1-1, no Estádio do Bessa. Fonte Abola.pt

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É NOTÍCIA: Caf suspende árbitro ”VAR” do jogo Al Ahly vs Raja

Mehdi Abid Charef, árbitro argelino que esteve no Vídeo-árbitro na partida da primeira mão dos quartos-de-final entre as equipas do Al ahly do Egipto e o Raja Casablanca do Marrocos, um jogo ganho pelos egípcios por (2-1), foi suspenso pelo Comité de Árbitros da Confederação Africana de Futebol (CAF). Charef é culpado por enganar o árbitro congolês Jean Jacques Ndala, que apitou um penálti por, supostamente, a bola ter ido à mão de um defesa do Raja Casablanca. Entretanto, depois de analisado, o Comité de Árbitros da CAF entendeu que claramente a bola bateu no braço do jogador. O VAR prendeu o árbitro congolês e ofereceu-lhe um plano de acção enganosa para que ele concedesse um penálti ao clube do Cairo, contra a formação marroquina, enquanto o melhor plano, o da TV, fosse deixado de lado. Mehdi Abid Charef foi suspenso provisoriamente e deverá apresentar-se ao Comité de Disciplina da CAF nos próximos dias. www.bolaemcampo.ao

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É NOTÍCIA: Angolano do Benfica está ‘depressivo’ por insultos racistas

Sandro Cruz: «Quando estás em depressão parece que nada faz sentido. Estou numa fase má» Jovem defesa do Benfica B revela estar a atravessar uma fase difícil a nível pessoal, uma semana depois de ter sido alvo de insultos racistas Sandro Cruz, defesa-esquerdo do Benfica B, revelou estar a atravessar uma fase difícil a nível pessoal, que lhe retirou parte do gosto pelo futebol. «Infelizmente não estou a conseguir desfrutar ao máximo do futebol… não me sinto bem, nem feliz porque a nível mental não estou no meu máximo, por mais talento que tenhas quando estás em depressão parece que nada faz sentido… estou numa fase má, mas estou a trabalhar para melhorar», disse o jovem defesa encarnado, de 20 anos, numa publicação no Twitter. Todo direito: Record pt.

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É NOTÍCIA: Incumprimento salarial faz militares não jogar os playoffs do Nacional de Basquetebol

Os jogadores da equipa sénior masculina de basquetebol do 1º de Agosto negam-se a disputar com o Petro de Luanda, na próxima quinta-feira, a partida das meias-finais do campeonato nacional sénior masculino de basquetebol, devido a incumprimentos salariais por parte da direcção do clube do Rio Seco liderada pelo presidente Carlos Hendrick. Os jogadores treinam para defrontar o Petro na próxima quinta-feira.Hoje, por volta das 10h00, a equipa vai comunicar à direcção a intenção de não jogar as meias-finais caso não haja o pronto pagamento dos sete meses de salários em atraso, que afectam os jogadores. Uma fonte do plantel dos “militares” confidenciou ao Jornal de Angola, que a dívida contraída pela direcção do clube central das Forças Armadas Angolanas já começa a ganhar contornos preocupantes. Na última reunião que a direcção manteve com a equipa técnica e jogadores, o presidente Carlos Hendrick prometeu apenas o pagamento de dois dos sete meses de salários em atraso, facto que não está ainda concretizado, criando, deste modo, sérios descontentamentos quer na equipa técnica quer nos jogadores. Diante desta situação, o colectivo de jogadores achou por bem continuarem a treinar, mas sem vontade de defrontar o arqui-rival, Petro de Luanda, nas meias-finais. «Nós, jogadores, temo-nos pautado pelo profissionalismo e jogamos muito pela honra do clube. Os últimos resultados são fruto disso mesmo, mas é necessário dar um basta, porque há promessas atrás de promessas, que não são cumpridas. Não vamos terminar a época nestas condições, é demais. Temos família para sustentar, sete meses sem salário ninguém aceita isso. Por isso, se não pagarem não vamos jogar e está decidido», disse a fonte. O 1º de Agosto apurou-se, no passado sábado, às meias-finais do Campeonato Nacional sénior masculino de basquetebol, ao derrotar o Vila Clotilde, por 83-75, em partida dos quartos-de-final, disputada no pavilhão Victorino Cunha. As meias-finais do Campeonato Nacional serão disputadas a melhor de três jogos. Fonte: JA

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É NOTÍCIA: Roque Sapiri atira a toalha ao tapete e refere que é sempre o único a falar quando tudo vai mal

Após a derrota em casa frente ao Interclube, por (2-1), para a 26ª jornada do Girabola, o técnico do Sagrada Esperança, Roque Sapiri, deixou nas entrelinhas que dá como perdida a luta pelo título. O jovem treinador, em entrevista à Rádio Cinco no final do jogo, disse que apesar de tudo acredita na sua equipa. «Infelizmente não vencemos. Mas não vejo air jordan 4 thunder 2023 motivos para desacreditar a minha equipa. Acredito que jogámos a um bom nível. Mas não sei se ainda conseguimos chegar ao título. Mas é esta equipa que é campeã. Infelizmente sou sempre a única pessoa que aparece para responsabilizar àquilo que é a realidade da equipa», disse. O Sagrada Esperança, que apesar da derrota continua na segunda posição com 56 pontos, vai agora lutar para garantir a segunda posição do campeonato nacional da primeira divisão, vulgo Girabola. Recorde-se que os Lundas são os detentores do título do Girabola e têm, também, o registo do melhor marcador da presente edição do Girabola, que é Laurindo Depú, que está em rescisão de contrato.

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É NOTÍCIA: Ex-técnico do Recreativo da Caála faz revelações “mesquinhas” sobre futebol angolano

«Em Angola, queria trabalhar à noite e falhava a luz, só de velas. Estive cinco dias sem tomar banho, a lavar-me só com o creme do corpo». A lição de vida sobre partilha que um pequeno grupo de crianças mutiladas pela guerra lhe deu, em Angola, levou Jorge Paixão, de 56 anos, a abraçar causas sociais, não só em África como na China. O treinador português, que lidera a equipa do Rayon Sports, no Rwanda, fala sobre essas experiências fora de Portugal, mas também da sua passagem no sítio certo mas à hora errada pelo SC Braga. Da Madeira foi treinar o Recreativo do Caála, de Angola. Como surgiu essa oportunidade? Recebi uma chamada do Carlos Janela, que era empresário e tinha sido também director de clubes. O Caála procurava treinador e veio a Portugal entrevistar cinco treinadores. Dos cinco que entrevistaram, eu era o único que ainda não tinha treinado ligas profissionais. Mas eu já fazia um documento do meu trabalho, como se fosse o meu bilhete de identidade, e quando fui à entrevista, no Hotel Sheraton, levei esse dossiê. Estava lá o meu modelo de jogo, como treinava, como organizava, todo o meu trabalho. Conversámos e o presidente disse-me no final da entrevista: “Mister, gostei muito de falar consigo. Tenho de lhe dar os parabéns, você foi o único treinador que trouxe alguma coisa para nós vermos”. Passados dois dias ligaram-me a dizer que eu tinha sido o escolhido. O que o levou a aceitar?O desafio era giro e eu nunca tinha treinado uma liga profissional, nunca tinha tido a oportunidade, porque não tinha empresários, nunca andei nos meandros, nunca andei pela rua escura, andei sempre pela rua clara, nunca andei a ligar para diretores a dizer que queria treinar, nunca fui ver jogos de colegas meus quando eles estavam na corda bamba. Nunca andei a proporcionar encontros nas alturas certas, nunca me vendi a ninguém, nunca me prostitui, por assim dizer. Quando fui para Angola, era uma grande oportunidade, porque ía para um país estrangeiro, com um contrato muito bom financeiramente, nada a ver com o que ganhava aqui. Sentiu um grande choque quando aterrou em Angola?Enorme. A guerra não tinha acabado há muito tempo, passei muito mal, mas gostei muito. O primeiro choque foi quando cheguei e vi uma cidade parcialmente destruída. Huambo.Sim, Huambo. Para ter uma ideia, as pessoas foram mostrar-me uma casa para habitar e a entrada do prédio tinha um buraco de uma bomba, não havia porta, não havia nada, era um buraco. Começamos a subir as escadas e era aos saltinhos, porque faltavam degraus. Não podia viver ali. Fui para um aparthotel onde vivíamos todos, jogadores incluídos. Não me sentia muito confortável porque parecia que estava a controlar os jogadores a toda a hora. Levaram-me depois para outro local que não era mau, mas tinha algumas dificuldades. A seguir fui viver para o hotel Ritz do Huambo, que de Ritz só tinha o nome. Então?Eu estava no 3.º andar e todos os dias tinha de ir pelas escadas porque não havia luz para o elevador; limpavam-me o quarto de 15 em 15 dias. E era um hotel novo. A seguir encontrei uma casa e fui viver para lá com o adjunto Nuno Guia e o fisioterapeuta. A casa era uma moradia antiga, na zona alta do Huambo, mas ainda se viam os buracos das balas nas paredes. Resumindo, eu não tinha água a maior parte das vezes, nem luz. Acabava o combustível do gerador muitas vezes quando estávamos a trabalhar à noite e tínhamos de acender uma vela. Todo direito: Jornal Expresso.

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Em Angola, queria trabalhar à noite e falhava a luz, só de velas. Estive cinco dias sem tomar banho, a lavar-me só com o creme do corpo” A lição de vida sobre partilha que um pequeno grupo de crianças mutiladas pela guerra lhe deu, em Angola, levou Jorge Paixão, de 56 anos, a abraçar causas sociais, não só em África como na China. O treinador português que lidera a equipa do Rayon Sports, no Ruanda, fala sobre essas experiências fora de Portugal, mas também da sua passagem no sítio certo mas à hora errada pelo SC Braga. Da Madeira foi treinar o Recreativo do Caála, de Angola. Como surgiu essa oportunidade? Recebi uma chamada do Carlos Janela, que era empresário e tinha sido também diretor de clubes. O Caála procurava treinador e veio a Portugal entrevistar cinco treinadores. Dos cinco que entrevistaram, eu era o único que ainda não tinha treinado ligas profissionais. Mas eu já fazia um documento do meu trabalho, como se fosse o meu bilhete de identidade, e quando fui à entrevista no Hotel Sheraton levei esse dossiê. Estava lá o meu modelo de jogo, como treinava, como organizava, todo o meu trabalho. Conversámos e o presidente disse-me no final da entrevista: “Mister, gostei muito de falar consigo. Tenho de lhe dar os parabéns, você foi o único treinador que trouxe alguma coisa para nós vermos”. Passados dois dias ligaram-me a dizer que eu tinha sido o escolhido. O que o levou a aceitar?O desafio era giro e eu nunca tinha treinado uma liga profissional, nunca tinha tido a oportunidade, porque não tinha empresários, nunca andei nos meandros, nunca andei pela rua escura, andei sempre pela rua clara, nunca andei a ligar para diretores a dizer que queria treinar, nunca fui ver jogos de colegas meus quando eles estavam na corda bamba. Nunca andei a proporcionar encontros nas alturas certas, nunca me vendi a ninguém, nunca me prostitui, por assim dizer. Quando fui para Angola, era uma grande oportunidade, porque ía para um país estrangeiro, com um contrato muito bom financeiramente, nada a ver com o que ganhava aqui. Sentiu um grande choque quando aterrou em Angola?Enorme. A guerra não tinha acabado há muito tempo, passei muito mal, mas gostei muito. O primeiro choque foi quando cheguei e vi uma cidade parcialmente destruída. Huambo.Sim, Huambo. Para ter uma ideia, as pessoas foram mostrar-me uma casa para habitar e a entrada do prédio tinha um buraco de uma bomba, não havia porta, não havia nada, era um buraco. Começamos a subir as escadas e era aos saltinhos, porque faltavam degraus. Não podia viver ali. Fui para um aparthotel onde vivíamos todos, jogadores incluídos. Não me sentia muito confortável porque parecia que estava a controlar os jogadores a toda a hora. Levaram-me depois para outro local que não era mau, mas tinha algumas dificuldades. A seguir fui viver para o hotel Ritz do Huambo, que de Ritz só tinha o nome. Então?Eu estava no 3.º andar e todos os dias tinha de ir pelas escadas porque não havia luz para o elevador; limpavam-me o quarto de 15 em 15 dias. E era um hotel novo. A seguir encontrei uma casa e fui viver para lá com o adjunto Nuno Guia e o fisioterapeuta. A casa era uma moradia antiga, na zona alta do Huambo, mas ainda se viam os buracos das balas nas paredes. Resumindo, eu não tinha água a maior parte das vezes, nem luz. Acabava o combustível do gerador muitas vezes quando estávamos a trabalhar à noite e tínhamos de acender uma vela. Todo direito: Jornal Expresso.

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