É NOTÍCIA: Cidadela Desportiva sem prazo para entrega gera impasse entre Sonangol e MINJUD

A Sonangol, proprietária do Atlético Petróleos de Luanda (Petro de Luanda), continua longe de assumir a gestão da Cidadela Desportiva. Até ao momento, não existe um...
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A Sonangol, proprietária do Atlético Petróleos de Luanda (Petro de Luanda), continua longe de assumir a gestão da Cidadela Desportiva. Até ao momento, não existe um horizonte temporal definido para a cedência do complexo à companhia petrolífera estatal. A justificação apresentada pelo ministro da Juventude e Desportos, Rui Falcão, prende-se com a falta de um espaço alternativo para acomodar as federações desportivas que ainda funcionam na infraestrutura, apesar air jordan 2 cement grey do avançado estado de degradação em que o complexo se encontra.

Uma sugestão do próprio Estado

Dados apurados pela redacção do Bola Em Campo indicam que a iniciativa de requalificar a Cidadela Desportiva não partiu da Sonangol. O próprio Estado angolano sugeriu a entrega do “gigante adormecido” após a petrolífera apresentar um plano para a construção de um estádio próprio, conforme confidenciou uma fonte da empresa a este Nike , Nike Ispa Air Max 720 Metallic Silver Black Tan Men 8-13 , CHEAP SOPHIACLUBENTREPRISES JORDAN OUTLET portal. «A Sonangol não decidiu, do dia para a noite, ficar com a Cidadela. Nós apresentámos um plano para construir o nosso próprio estádio, mas o Governo entendeu que não era viável, argumentando que o país já tem infraestruturas que poderiam servir os clubes. Foi daí que nos sugeriram a Cidadela», explicou a fonte.

Risco estrutural e falta de alternativas.

As obras da Cidadela Desportiva começaram na década de 1960, e o complexo foi inaugurado oficialmente a 10 de junho de 1972. Actualmente em ruínas, o local acendeu alertas recentemente após a derrocada de uma das laterais do último anel da bancada. Em resposta ao incidente, o titular da pasta dos Desportos reafirmou à imprensa que as federações vão continuar alojadas no complexo, reiterando a inexistência de edifícios alternativos com capacidade para acolher todas as estruturas administrativas do sector.

Comentador aponta falta de vontade política.

Para Olgário Catanha, comentador do Bola Em Campo, o cenário reflecte uma clara falta de vontade política em passar o recinto para as mãos da Sonangol. «Este tema está adormecido. O Petro, nos últimos cinco anos, tem feito muito em prol do desporto nacional. Dá-me a ideia de que muita gente não está feliz com isso, o que seria lamentável, caso se confirme», afirmou. O analista defendeu a necessidade de Angola seguir exemplos internacionais, onde clubes que elevam o bom nome do país recebem um tratamento diferenciado do Estado.

«Para terem uma ideia, o Al Ahly, do Egipto, está a erguer o seu novo estádio com o apoio de várias empresas do seu país. O Young Africans, da Tanzânia, também apresentou o plano de construção da sua arena com suporte estatal, sem qualquer impedimento. Em Marrocos, o governo cedeu a gestão dos estádios públicos aos clubes. A boa gestão do Petro parece incomodar o universo desportivo angolano», sublinhou Catanha.

Até ao momento, a Sonangol não emitiu qualquer pronunciamento oficial sobre o impasse. Perante a indefinição, vários críticos e analistas desportivos aconselham a petrolífera a abandonar a ideia da Cidadela e a avançar de imediato para um plano alternativo de construção própria.

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Marcos Olgário

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