É NOTÍCIA: Capitão do Interclube apela girabolistas a investirem no pós-carreira

Numa entrevista de profundidade concedida ao Jornal dos Desportos, na edição desta segunda-feira, 23, o actual capitão do Interclube de Angola abordou vários assuntos da sua...


Numa entrevista de profundidade concedida ao Jornal dos Desportos, na edição desta segunda-feira, 23, o actual capitão do Interclube de Angola abordou vários assuntos da sua carreira e do futebol nacional.

Questionado sobre como está a preparar a sua futura retirada dos relvados e o que pensa dos ex-colegas que vivem por dificuldades, Paty Justo apelou aos seus colegas de equipa e de profissão a aplicarem os seus rendimentos em negócios enquanto jogadores.

«O dinheiro deve investir em alguma coisa, pois não ganhamos tanto para vivermos confortáveis. Enquanto estiverem no activo, estudem e invistam, pois é a forma ideal para não se tornar num pedinte no fim da carreira», aconselhou.

Quanto à formação académica, Paty aconselhou os colegas de profissão a unirem as duas componentes, embora entendeu não ser fácil conciliar ‘futebol e formação académica’.

«O meu conselho é que não abandonem os estudos. Sei que não é fácil, mas enquanto pudermos, vamos conciliar as duas coisas», apelou.

Paty, que chegou ao Interclube com 17 anos de idade, lamentou ao facto de muitos jogadores que ganharam muito dinheiro e hoje passam por muitas dificuldades.

«Muitos atletas ganharam algum dinheiro e não conseguiram fazer algo para garantir o futuro. A vida activa do futebolista é curta. Então, devemos nos acautelar», disse.

Aos 32 anos de idade, Paty Justo acredita que se os clubes inserissem os jogadores atempadamente no Instituto de Segurança Social (INSS), talvez muitos não seriam pedintes.

«É muito triste olhar para um ex-atleta que deu muito para o futebol, estar hoje numa situação de pedinte. Eu acho que se a Segurança Social estivesse implementado na classe dos desportistas, muitos não estariam tão mal», acreditou.

Proveniente da Académica do Lobito, Paty lembrou com nostalgia a conquista do Girabola na sua segunda época de estreia em 2010.

«Foi um marco para mim, a conquista do Girabola em 2010. Cheguei ao Interclube em 2009, mas não fui bem-sucedido no ano de estreia. Na época seguinte fiz a maior parte dos jogos e fomos campeões, apesar de que muita gente não acredita que iria singrar».

Paty confessou ter recebido várias propostas vindas do Egipto, Argélia e Sérvia para deixar o Interclube, mas não se efectivaram. Mas no entanto não deixou de parte uma futura saída.

Marcos Olgário

Marcos Olgário

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