É NOTÍCIA: Relatório de Contas da Federação Angolana de Futebol com saldo positivo

Dados publicados pelo jornal Expansão referem que a Federação Angolana de Futebol (FAF) teve um saldo positivo no que diz respeito ao relatório de contas referente...


Dados publicados pelo jornal Expansão referem que a Federação Angolana de Futebol (FAF) teve um saldo positivo no que diz respeito ao relatório de contas referente ao período 2020-21.

A Federação Angolana de Futebol apresentou o maior lucro da sua história em ano de pandemia, beneficiando de um apoio extraordinário da FIFA, 1,37 mil milhões Kz, e uma descida dos custos operacionais porque não foram organizadas parte das competições oficiais e deslocações das selecções nacionais.

O relatório e contas 2020 foi aprovado na última Assembleia Geral da Federação Angolana de Futebol (FAF) sem qualquer questionamento por parte dos associados, apesar de revelar uma situação financeira muito complicada, embora tenha apresentado um lucro operacional de quase 506 milhões Kz.

Aconteceram dois fenómenos combinados – por um lado recebeu, excepcionalmente, da FIFA 1,37 mil milhões Kz, e por outro teve uma quebra significativa de custos operacionais, porque devido à Covid-19 as competições estiveram paradas ao nível de clubes e selecções.

As competições dos escalões jovens só agora estão a retomar e não houve, a partir de Março desse ano, jogos internacionais com as selecções, que também só retomaram em 2021.

Apesar deste desempenho, as contas de 2020 fecharam com um saldo negativo dos fundos próprios de mais de 500 milhões Kz, com um passivo superior a 1,1 mil milhões Kz.

Este tem uma forte componente de curto prazo: 169,3 milhões ao Estado (impostos e contribuições para a segurança social), 51,8 mil milhões Kz aos trabalhadores e 613,5 milhões a outros credores, entre fornecedores correntes, empréstimos bancários de curto prazo e outros valores por regularizar, alguns já em processos de cobrança coerciva.

Relativamente às dividas ao Estado, no fecho das contas de 2020, cerca de 100 milhões Kz eram relativos ao pagamento de IRT, 65,7 milhões de retenções na fonte não entregues à AGT e 2,3 milhões de pagamentos não efectuados à Segurança Social.

Relativamente às dividas com pessoal, cerca de 20,4 milhões Kz relativos à rubrica de empregados, 3,9 milhões de atrasados anteriores a 2017, 21,75 milhões a membros da direcção e 5,75 milhões à equipa técnica da selecção principal.

Marcos Olgário

Marcos Olgário

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