É NOTÍCIA: Ausência de Geraldo Costa à selecção pode estar relacionada com dívidas

Numa conversa descontraída com o rapper Flay Squad, em Junho do ano passado, Geraldo Costa falou de vários assuntos, desde a sua carreira no Brasil, passagens...


Numa conversa descontraída com o rapper Flay Squad, em Junho do ano passado, Geraldo Costa falou de vários assuntos, desde a sua carreira no Brasil, passagens pelo futebol angolano e egípcio, bem como o actual momento da sua carreira no Ankara da Turquia.

Formado na Escola Norberto de Castro, (ENC), o internacional angolano entende que há bons jogadores no Girabola, porém, o campeonato é amador e perde visibilidade.

«O Girabola é um campeonato amador, mas com alguns profissionais de qualidade acima da média. Lembro-me quando cheguei a Angola, o Paizo disse-me;– o futebol aqui é golo e fintas, e se tu marca és melhor e bem visto».

Sobre o momento actual do nosso futebol e da Selecção Nacional AA, Geraldo é de opinião que muita coisa precisa ser mudada e pede aos dirigentes desportivos que vivam para o desporto.

«A nossa Selecção parou no tempo após o Mundial de 2006. O futebol evoluiu muito e Angola não. O grande problema do nosso futebol é de que não colocam pessoas certas no lugar certo para que possam levar o futebol angolano ao topo».

Geraldo Costa revelou, durante a conversa, que o órgão-reitor do futebol nacional deve-lhe cerca 10 mil dólares.

«A Federação Angolana de Futebol me deve 13 mil dólares, valores de custo das minhas passagens e não só.

Gastei os valores do meu bolso para servir o país, na esperança de ser reembolsado, o que nesses casos é o normal, mas até aqui não recebi. Cobrei durante algum tempo mas me cansei».

O craque angolano deixou claro que joga pela Selecção Angolana por amor e nunca por dinheiro. E recordou a sua chamada para a Selecção Brasileira em 2012.

«Eu podia ter jogado pelo Brasil, porque quando mais jovem fui convidado. Porém, não me arrependo de ter optado por Angola. Eu amo o meu país»

«Eu fiquei quase três anos no Al Alhy, um clube grande por fora, mas com muitos problemas internos. O nível de valorização do jogador árabe em relação aos estrangeiros é desnivelado. Tomei a decisão de sair quando, dentre vários problemas, certo dia estava na sala do director a espera para falar com ele, e chegou um outro jogador nativo e ele o priorizou. Aquilo foi a gota de água, eu estava a espera mais tempo, e aí eu disse estou fora».

Marcos Olgário

Marcos Olgário

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